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Julio Avila


05/09/2008 15:28
NOITE HISTÓRICA E DRAMÁTICA EM SÃO JANUÁRIO!!!


Tudo indicava que a noite de ontem seria para nenhum vascaíno esquecer. E realmente foi, mas certamente não como a torcida do Vasco esperava. Antes do jogo diante do Cruzeiro, os campeões da Libertadores de 98 pelo clube foram homenageados. Liderados pelo ex-zagueiro Mauro Galvão, capitão do time naquela conquista, os jogadores entraram no gramado de São Januário vestindo a camisa do clube com o número 98 às costas, em referência ao ano do título. Ramon, Donizete, Vagner, Márcio, Mauricinho, Luisinho, Pedrinho, quase todos compareceram, à exceção do atacante Luizão, do meia Juninho Pernambucano e do lateral Felipe.

Tudo muito bonito, mas faltava o jogo e a vitória sobre o terceiro colocado para coroar a noite. Das tribunas, alguns dos homenageados assistiram a partida ao lado do presidente Roberto Dinamite. O Vasco começou bem, assustando o Cruzeiro, que soube esperar o primeiro vacilo vascaíno para começar a mandar no jogo. Jonílson, que voltava de suspensão, deu um carrinho por trás em um jogador do Cruzeiro e foi expulso, com menos de 30 minutos em campo. Na cobrança da falta, Edu colocou a mão na bola. Pênalti, convertido pelo atacante Guilherme. Cruzeiro 1x0.

O Vasco se perdeu, a zaga voltou a falhar e o segundo gol celeste não demorou a sair. Ramires, o volante de bronze, recebeu na cara do goleiro Tiago e com um toque tirou o goleiro da jogada, completando para a rede e aumentando o estrago, 2x0. Na saída para o intervalo, Edmundo deu a entender que o árbitro Rodrigo Cintra estava prejudicando o Vasco. Mádson, o melhor em campo pelo lado vascaíno, saiu chutando fios e o que mais via pela frente.
Na volta para o segundo tempo, o Vasco fez duas mudanças. Entraram André e Serginho para as saídas de Alex Teixeira e Edu. A torcida pediu Jean, mas Tita não atendeu. O Vasco voltou disposto a pressionar o Cruzeiro, foi pra cima e conseguiu diminuir com André. Quando o time da colina era melhor no jogo, a ducha de água fria veio através de um pênalti, corretamente assinalado do goleiro Tiago em cima de Guilherme. Tiago expulso...e agora? O Vasco não podia mais fazer alterações. Bem de frente pra mim Edmundo, isso mesmo Edmundo, vestiu as luvas e a camisa de Tiago e foi pro gol. Guilherme não perdoou o animal, bateu colocado no canto direito de Edmundo, que nem se mexeu. 3X1, Cruzeiro. Carlos Germano, goleiro em 98 e preparador de goleiros do time atualmente, estava completamente abatido com o que via. A torcida gritou o nome de Edmundo, mas não foi suficiente para, ao final do jogo, evitar o descontrole emocional do ídolo. Edmundo chorou, muito. O camisa 10 vascaíno, capitão do time, soluçava em meio a câmeras e microfones. Fico imaginando a reação dos heróis de 98 ante aquela cena, um dos maiores ídolos do clube chorando feito criança em campo: "Jogador tem mais é que se f......... mesmo. A gente é roubado em tudo que é lugar. Vem aqui treina de manhã e de tarde. É muito humilhante isso para mim. Estou chorando, pois a torcida gosta do time, mas a gente não tem ajuda de ninguém. Não preciso disso não. De dentro do campo, o cara fica debochando da gente", desabafou o animal. E assim terminou a noite de quatro de setembro de 2008, o dia em que grandes heróis do Vasco foram homenageados, mas que um dos maiores ídolos dos vascaínos entrou pra história do clube, às lágrimas.
Julio Avila | comentários(0)



11/08/2008 18:31
ASCENSÃO E QUEDA RUBRO-NEGRA!!!
Tal como um atleta de salto com vara, o Flamengo atingiu o topo, mas esbarrou no sarrafo e despencou no colchão do Brasileirão

O Flamengo estreou no Campeonato Brasileiro três dias após ser eliminado da Taça Libertadores, com uma vergonhosa derrota por 3x0 para o América do México. Sob nova direção, Caio Júnior, o clube foi vencendo os jogos dentro e fora de casa, à exceção da derrota para o São Paulo no Maracanã. Nos clássicos contra os reservas do Fluminense e os titulares do Vasco mais duas vitórias. Marcinho era o artilheiro do campeonato, o time tinha o melhor ataque e chegou a abrir seis pontos na liderança em relação ao segundo colocado. Caio Júnior foi sondado e seduzido por uma proposta milionária do mundo árabe, mas, graças a uma “artimanha interessante” do vice-presidente Kleber Leite, permaneceu na Gávea. Diferente do que fez Marcinho, que tão logo foi assediado por um clube do Catar, arrumou as malas e foi embora, sem se despedir.

Antes dele, Renato Augusto já havia deixado a Gávea rumo ao Bayer Leverkusen da Alemanha. Caio perdia dois importantes jogadores para o seu esquema. Mais tarde perderia Souza, negociado com o futebol grego. O Flamengo começou a perder, fosse ele o anfitrião (Vitória, Cruzeiro) ou visitante (Coritiba, Palmeiras, Goiás) e as cobranças chegaram. Kleber leite prometeu reforços de peso como o meia Felipe e o atacante Vagner Love, vieram o lateral esquerdo Eltinho e o atacante Vandinho, 3º maior artilheiro do país na temporada. Na estréia, Vandinho marcou, caiu nas graças da galera, mas o Fla perdeu de virada para o Cruzeiro, 2x1 no Maracanã.

A crise explodiu, literalmente. Um grupo de torcedores interrompeu o treino na Gávea e uma bomba explodiu no gramado, ferindo levemente Obina e Dininho. Por muito pouco não houve um enfrentamento entre jogadores e os torcedores. O capitão Fábio Luciano tomou a frente do grupo, conversou com os torcedores e tudo foi contornado. O episódio serviu para o atacante uruguaio Richard Morales, anunciado como novo reforço, voltar atrás, ou melhor, nem vir para o Brasil com medo da torcida rubro-negra.

Antes do final do turno, o Flamengo, que despencou da liderança para a sétima posição, conseguiu, graças a São Juan Tadeu, fechar a primeira parte do Brasileirão com uma vitória magra e nada convincente sobre o Atlético Paranaense, no Maracanã. 1x0, gol de Jaílton!!!

Marcelinho Paraíba chega quarta-feira, Josiel pode aparecer também, assim como o meia argentino Leandro Gracian, reserva de Riquelme no Boca Juniors. São bons nomes, resta saber se faltará entrosamento e, principalmente, se a torcida terá a paciência necessária para que o novo Flamengo possa trabalhar em paz, em busca da reabilitação no campeonato.


Julio Avila | comentários(0)



05/08/2008 20:18
CLIMA DE GUERRA NO TREINO DO FLAMENGO!!!


O treino desta manhã na Gávea foi literalmente explosivo. O técnico Caio Júnior comandava um rachão quando cerca de 20 torcedores invadiram a atividade gritando palavras de ordem, criticando o rachão e tendo como principais alvos o lateral Leo Moura e o meia Ibson.

Dez minutos depois um rojão explodiu no gramado, interrompendo o treino imediatamente. Alguns jogadores foram tomar satisfações, através de um alambrado, com os torcedores, Ibson e Bruno eram os mais exaltados.

Capitão e líder do time, o zagueiro Fábio Luciano foi ao encontro dos torcedores e conseguiu acalmar os ânimos. Fábio argumentou que Marcinho faz falta, que Souza era um guerreiro em campo e que o time tem dado o sangue a cada jogo pelas vitórias.

Cerca de uma hora depois alguns jogadores começaram a deixar o vestiário onde o elenco se refugiou e chega a informação de que Fábio e mais alguns jogadores estavam reunidos na sala de musculação com dois representantes das torcidas, um da Torcida Jovem do Flamengo e outro da Raça Rubro Negra.

Alguns minutos depois, Fábio, ao lado de um dos representantes da torcida, concedeu entrevista coletiva aos jornalistas presentes e explicou o teor da conversa entre jogadores e torcedores. O jogador afirmou que foi importante conversar com a torcida, mas desaprovou a forma com que o protesto aconteceu, em função da violência simbolizada pela bomba. Segundo o líder da torcida, a bomba foi um fato isolado e que não tinha participação do grupo que invadiu o treino pela manhã.

Enquanto Fábio concedia a entrevista, Leo Moura e Ibson passaram pelos jornalistas e conversaram com outro grupo dos torcedores, num clima bem mais ameno do que aquele que tomou conta da Gávea pela manhã.


Julio Avila | comentários(0)



22/07/2008 15:59
COM QUE ROUPA EU VOU???
“Freddy vai te pegar!!!”. Quem nunca ouviu falar no famoso personagem Freddy Krueger, o sádico vilão do filme A hora do Pesadelo? Pois é, o Flamengo passou dois jogos vestindo uma camisa que remetia ao “uniforme” usado por Freddy e, coincidentemente ou não, perdeu as duas partidas, para o Coritiba, no Paraná, e para o Vitória, no Maracanã. A diretoria agiu rápido e aposentou a camisa “nightmare”. Já o Palmeiras não tem usado um modelo que remeta a nenhum personagem famoso, mas de “verdão” a camisa nova não lembra nem um pouco. A fornecedora de material esportivo do Palestra jura que a cor da camisa é verde-limão, mas, para quem vê de longe (nem tão longe assim) a impressão que dá é que Valdívia, Denílson, Kleber e Cia estão jogando de amarelo, amarelão mesmo. Tudo bem que a partida de domingo foi contra o Goiás, em Goiânia, e que o uniforme nº1 do time goiano também é verde, mas essa camisa “mostarda” do Palmeiras já foi usada no Parque Antártica. Segundo a própria torcida, a camisa é horrível.


Em nome dos ultrajados torcedores de Flamengo, Palmeiras, Atlético e outros que o pouco tempo não me permitem citar aqui, peço ás respectivas diretorias que façam valer a tradição no uniforme dos clubes, respeitando assim a paixão do torcedor pelo seu “manto sagrado” e também a história da agremiação. Uma pergunta fica no ar, será que a filha do Dunga tem alguma coisa a ver com isso?

Se você lembrou de outro uniforme que merece nota zero no Campeonato Brasileiro, ou até pelo mundo, deixe nos comentários. E viva o Brasileirão Fashion Week!!!



Julio Avila | comentários(0)



17/07/2008 14:21
JANELA E DINHEIRO ATRAPALHAM O BRASILEIRO.
Como Flamenguista estou ficando decepcionado com essas janelas do exterior

O flamengo perdeu Renato Augusto, Marcinho e lutou pra manter Caio Jr, além disso Juan também tem proposta.

Isso é triste, o time começa com um elenco e termina com outro. Mesmo que saísse um jogador ruim , já mostraria esse problema..vai vencer o Brasileiro quem tem elenco mais forte, e não time titular.

Mas não é só o flamengo. O grêmio perdeu Roger, o fluminense perdeu Gabriel e ainda pode perder mais, ou seja, os times brasileiros, não tem estrutura pra manter seus astros...aonde isso vai parar?

JOÃO LUIZ | comentários(0)

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